Depois dos 40, cortar todas as gorduras pode não ser a melhor estratégia para emagrecer
- há 2 dias
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Você passou dos 40 anos e sente que seu corpo mudou?
Talvez a fome pareça mais difícil de controlar. A barriga parece mais resistente à perda de gordura. Os beliscos ao longo do dia aumentaram. E aquela estratégia que funcionava alguns anos atrás, simplesmente comer menos, já não parece trazer os mesmos resultados.
Diante disso, muitas mulheres acabam cometendo um erro comum: começam a cortar cada vez mais alimentos da alimentação, incluindo as fontes de gordura. A lógica parece simples:
“Se gordura engorda, preciso tirar a gordura da minha alimentação para emagrecer.”
Mas será que é realmente assim? A verdade é que, depois dos 40, emagrecer não deveria significar simplesmente comer cada vez menos ou eliminar grupos alimentares inteiros. O processo precisa considerar as mudanças que acontecem no corpo e, principalmente, ser construído de forma sustentável.

Por que emagrecer depois dos 40 pode parecer mais difícil?
Com o passar dos anos, o corpo passa por diferentes mudanças. Alterações na composição corporal, redução gradual da massa muscular e mudanças hormonais podem influenciar o metabolismo, a distribuição de gordura corporal e até mesmo a forma como percebemos fome e saciedade.
Isso não significa que emagrecer depois dos 40 seja impossível. Significa apenas que estratégias muito simplistas, como cortar tudo o que parece “engordar”, nem sempre são a melhor solução. É justamente nesse momento que uma alimentação bem planejada pode fazer diferença. Mais do que restringir, é importante entender como construir refeições que promovam saciedade, forneçam nutrientes e façam sentido dentro da rotina.
Afinal, as gorduras podem fazer parte de uma alimentação para emagrecimento?
Sim.
As gorduras alimentares desempenham funções importantes no organismo e não precisam ser vistas como inimigas de quem deseja emagrecer. Quando inseridas dentro de uma alimentação equilibrada e em quantidades adequadas, algumas fontes de gordura podem contribuir para uma alimentação mais nutritiva e satisfatória.
Além disso, as gorduras participam da absorção das vitaminas lipossolúveis A, D, E e K. Outro ponto importante é a saciedade. Uma refeição equilibrada, composta pelos diferentes nutrientes de forma adequada, tende a ser mais satisfatória do que uma alimentação baseada apenas em restrição.
E isso pode ser especialmente relevante para quem sente que vive com fome, beliscando ou pensando constantemente em comida.
Quais são algumas fontes de gordura que podem fazer parte da alimentação?
Existem diferentes alimentos que fornecem gorduras e podem estar presentes em uma alimentação equilibrada. Entre alguns exemplos estão:
Abacate;
Azeite de oliva;
Castanhas;
Nozes;
Amêndoas;
Sementes, como chia e linhaça;
Peixes ricos em ômega-3.
Mas aqui existe um ponto fundamental: incluir fontes de gordura na alimentação não significa que quanto mais, melhor. A estratégia não está em adicionar grandes quantidades de alimentos considerados saudáveis sem considerar o restante da alimentação. O equilíbrio continua sendo essencial.
Qualidade, quantidade e contexto: o que realmente importa
Quando falamos sobre alimentação e emagrecimento, dificilmente existe um único alimento responsável pelo sucesso ou fracasso do processo. Não é o azeite sozinho que ajuda ou atrapalha. Não são as castanhas isoladamente. Não é o abacate. O que realmente importa é o conjunto. Por isso, gosto de pensar em três pontos:
1. Qualidade
Quais alimentos estão presentes na maior parte da sua rotina? A qualidade da alimentação importa porque ela influencia a ingestão de nutrientes, a saciedade e a saúde de forma geral.
2. Quantidade
Mesmo alimentos nutritivos precisam estar inseridos em quantidades adequadas às necessidades individuais. Não existe uma quantidade universal que funcione para todas as pessoas.
3. Contexto
Como está sua rotina? Como anda seu sono? Você consegue fazer refeições com regularidade? Vive com fome no final do dia? Passa muitas horas sem comer e depois sente que perdeu o controle? Como está sua relação com a comida? O emagrecimento não acontece isoladamente em um único prato. Ele faz parte de um contexto muito maior.
Quer emagrecer sem radicalismo?
Se você está cansada de dietas restritivas, do efeito sanfona e de sentir que precisa recomeçar toda segunda-feira, talvez o caminho não seja tentar uma nova dieta.
Talvez seja construir uma estratégia que respeite sua rotina, sua saúde e a sua vida real. Agende sua consulta nutricional e descubra como construir um processo de emagrecimento mais leve, consciente e sustentável.
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Se você já tentou compensar refeições com treinos, vive cansado do efeito sanfona e quer aprender a emagrecer sem culpa e sem radicalismos, saiba que existe outro caminho.
No meu acompanhamento nutricional, trabalhamos juntos para construir hábitos que façam sentido para a sua rotina, promovendo autonomia alimentar e resultados duradouros. Afinal, meu objetivo não é apenas ajudar você a emagrecer, mas fazer com que nunca mais precise recomeçar.
Seu corpo precisa de hábitos que você consiga levar para a vida toda.
Deise Portz – Nutricionista
Transforme sua alimentação, transforme sua vida!




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